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ANTUNES, João (? - 1701)

Azulejador com actividade conhecida entre 1672 e 1701, ano do seu falecimento. Pertencia à família dos Antunes, com certeza a mesma de Bartolomeu Antunes (SIMÕES - Azulejaria em Portugal no século XVIII, p. 27). Celso Mangucci cita um João Antunes como irmão de Bartolomeu Antunes, que era também ladrilhador, mas a cronologia do que nos ocupa parece ser excessivamente recuada para sustentar tal hipótese ( MANGUCCI - A estratégia de Bartolomeu [...], p. 138). [RSC]

Especialização: Azulejador


Cronologia

- 1672-01-27
Aquisição de umas casas (CARVALHO - A pintura do azulejo [...], p. 68 - A.N.T.T., C.N.L., n.º 1 ofício A (antigo 12 ofício A), Cx. 55, Livro de Notas n.º 223, fl. 82 v. a 84)

- 1673-00-00
Foi testemunha do testamento de João Ferreira (CARVALHO - A pintura do azulejo [...], p. 68 - A.N.T.T., R.G.T., Livro n.º 39, fl. 82 a 82 v.)

- 1674-08-00
Surge mencionado em duas obrigações (CARVALHO - A pintura do azulejo [...], p. 68 - A.N.T.T., C.N.L., n.º 1 ofício A (antigo 12 ofício A), Cx. 57, Livro de Notas n.º 233, fl. 3 e 4)

- 1674-12-06
Assinou nova obrigação (CARVALHO - A pintura do azulejo [...], p. 68 - A.N.T.T., C.N.L., n.º 1 ofício A (antigo 12 ofício A), Cx. 57, Livro de Notas n.º 234, fl. 51)

- 1675-03-27
Novamente referido na documentação (CARVALHO - A pintura do azulejo [...], p. 68 - A.N.T.T., C.N.L., n.º 1 ofício A (antigo 12 ofício A), Cx. 57, Livro de Notas n.º 236, fl. 24v)

- 1676-02-24
O seu nome surge no livro da Irmandade de Santa Cruz e Passos da Graça, como morador a Santo André (SALES - Nosso Senhor dos Passo da Graça [...], p. 215 - Livro 2, de 1653 a 1687, fl. 194)

- 1679-03-11
Joaquim Ferreira Caeiro, morador à Pampulha, pediu a João Antunes duzentos mil reis para beneficiar os fornos de cal que fabricava na referida zona da cidade (CARVALHO - A pintura do azulejo [...], p. 68 - A.N.T.T., C.N.L., n.º 1 ofício A (antigo 12 ofício A), Cx. 60, Livro de Notas n.º 250, fl. 67)

- 1680-00-00
Encontra-se envolvido numa quitação contra Catarina Pedroza, viúva de João Dias Neto (CARVALHO - A pintura do azulejo [...], p. 68 - A.N.T.T., C.N.L., n.º 1 ofício A (antigo 12 ofício A), Cx. 62, Livro de Notas n.º 256, fl. 93)

- 1681-04-07
Assinou uma obrigação com João Dias (CARVALHO - A pintura do azulejo [...], p. 68 - A.N.T.T., C.N.L., n.º 1 ofício A (antigo 12 ofício A), Cx. 62, Livro de Notas n.º 258, fl. 70 v. -71v .)

- 1681-10-15
Mencionado no testamento de André Álvares Roxo, que lhe cortou azulejo (A.N.T.T., R.G.T., Livro n.º 44, fl. 91 a 91 v.)

- 1685-05-23
Concedeu novo empréstimo a D. Nicolau da Silva (CARVALHO - A pintura do azulejo [...], p. 68 - A.N.T.T., R.G.T., Livro n.º 273, fl. 68)

- 1701-01-18 [Testamento,]
É designado como mestre do ofício de azulejador. Morava junto à Igreja de Santo André. Refere-se que fez a obra do azulejo da capela-mor da igreja paroquial de Santo André, em Lisboa, cuja freguesia correspondia à actual da Graça e que deve ter desaparecido com o Terramoto (SIMÕES - Arte e Sociedade [...], vol. 1, p. 187 - A.N.T.T., R.G.T., Livro n.º 98, fl. 28v a 30). Por este documento se percebe, também, que João Antunes vivia confortavelmente, foi generoso nas ofertas que fez no testamento, libertou dois escravos, ligando-se aos Agostinhos, ordem mais bem colocada socialmente, e relacionada com actividades intelectuais (SIMÕES - Azulejaria Lisboeta no reinado de D. Pedro II [...], p. 11). Por outro lado, percebe-se, ainda, que Antunes possuía uma olaria, administrando, assim, os seus próprios fornos sem recorrer a mão-de-obra externa.

- 1701-01-18 [Morte]

- Não datado [Revestimento cerâmico - documentado]
Lisboa, Igreja de Santo André, capela-mor [desaparecida]


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