Nave
Igreja e Hospital da Misericórdia de Viana do Castelo
[Viana do Castelo]


Visualização Hierárquica

Número:
VC_VC_IgM01

Designação:
Nave

Projecto:
teseD(RSC) - A pintura do azulejo em Portugal [1675-1725]

Descrição:
Nave de planta rectangular, com paredes divididas em dois níveis através de friso em cantaria, apenas interrompido pelo arco do espaço correspondente ao transepto, inscrito. Inferiormente abrem-se altares em arco de volta perfeita e púlpitos e, superiormente, janelas rectilíneas, com sanefas de talha dourada, tal como os altares do Senhor da Cana Verde que não se inscrevem nos arcos referidos. Todas as paredes são revestidas por azulejos figurativos, em tons de azul e branco, representando as obras de misericórdia. No arco triunfal, de volta perfeita, em cantaria, observam-se dois altares colaterais de talha dourada e o coro alto, sobre arco abatido, apresenta balaustrada, dois orgãos e, inferiormente, porta de ligação ao hospital. Em Julho de 1719, Ambrósio Coelho, o mesmo entalhador que havia realizado o retábulo-mor, era contratado para realizar os retábulos colaterais, dedicados a Santo António, do lado do Evangelho, e a Nossa Senhora da Misericórdia, do lado da Epístola. Ainda em 1719 foram oferecidas as grades da capela-mor e dos púlpitos, em madeira de jacarandá, e remontam a esse mesmo ano as primeiras diligências no sentido de mandar azulejar a igreja, num processo que se concluiu em 1720, com a obra entregue ao azulejador de Lisboa, Manuel Borges. Apesar de célere, não foi uma intervenção fácil, exigindo a perícia de Borges para resolver determinadas situações já em contexto de aplicação dos azulejos. Em 1721 decidiu-se mandar pintar o tecto da nave, intervenção que ficou a cargo de Manuel Gomes que, em Abril de 1722, pintava de embutidos a cantaria e, em Agosto, a pedra da cúpula da capela-mor. O tecto apresenta composição de brutescos e medalhões com cenas da vida da Virgem.


Bibliografia - Monografias


Inventariante
- Rosário Salema de Carvalho (2014-06-06, Inserção da ficha)